Todo ano acontece a mesma coisa, chega o verão e temos dias intensos de calor e tardes chuvosas, normalmente pancadas de chuvas que transbordam as marginais, alagam as partes mais baixas da cidade e conseguem a façanha de piorar, ainda mais, o transito da cidade. Sem tocar no assunto dos impostos e questionar para onde vai nosso dinheiro senão para justamente resolver tais problemas, ja vimos algumas obras que deram certo em São Paulo, como a canalização do Tietê que possibilitou um alargamento das margens e maior escoamento de água dos seus afluentes. Para quem não sabe, toda água de São Paulo tem destino final o rio Tietê (DAEE), inclusive todo o lixo que é jogado na rua, tem o mesmo destino, fica obvio que é meio hipocrita jogar lixo na rua e depois reclamar da enchente, “ah mas era só um papel de bala”, imagine se metade da população da cidade pensar assim e jogar, apenas um papelzinho de bala na rua todo dia.
Além desse problema educacional, que pode ser facilmente resolvido, temos um problema muito maior, que não é nada simples como um papelzinho de bala.

A foto acima é da avenida Sumaré, as 14:30 da tarde do dia 8 de novembro, como podemos ver, as obras feitas na cidade, como piscinões, galerias e outras tentativas de captar as águas da chuva não tem dado muito certo, falo isso porque moro aqui desde meu 5 anos de idade e sempre foi assim, choveu, encheu. Fica claro a necessidade de mais e maiores áreas capazes de absorver a água da chuva, o asfalto, calçadas, ruas e avenidas não estão dando conta, afinal o material usado na construção dessas não costuma ser permeavel, como a boa e velha terra. Não estou sugerindo que voltemos a ter ruas de terra na cidade, mas acredito que a cidade de São Paulo está se esgotando, não estamos tentando resolver os problemas, apenas estamos ampliando os mesmos, novas avenidas, novos condominios, prédios com 30 andares e 4 apartamentos por andar. Estamos colocando mais pessoas em um local do mesmo tamanho, estamos aumentando o número de habitantes, sem aumentar a capacidade desse sistema, estamos nos consumindo, sem perceber, ou será que percebemos e não nôs importamos?

Bem, eu me importo de ver a minha cidade submersa, pessoas que eu conheço correndo risco de pegar doenças e até risco de vida, eu me importo em ver a maior e mais rica cidade desse país por baixo d’agua.
O titulo do post só serviu para enganar, o verão só começa dia 21 de Dezembro, ou seja, as chuvas vieram mais cedo esse ano, como ja haviam mais cedo ano passado e cada vez esse adiantamento se fortalece, está na hora de começarmos a acreditar no tal do aquecimento global né?