Archive for novembro \30\UTC 2007

O saco plástico: Um mal necessário?

novembro 30, 2007

As sacolas de plástico que utilizamos para carregar nossas compras de supermercado e outros estabelecimentos é um grande problema para a ecologia do planeta. Para que ela seja barata quando comprada em grandes quantidades por esses estabelecimentos, ela é feita de um material muito fino, que impossibilita qualquer chance de reciclagem da mesma. A sacola demora cerca de 200 anos para se decompor, pode ser reutilizada como saco de lixo em casa, mas devido a grande quantidade que é utilizada (estima-se que uma família brasileira utiliza em média 66 sacolas mensalmente) boa parte dessas sacolas acabam no meio ambiente, em lixões e nos esgotos. Nas cidades elas são responsáveis por entupir bueiros, canos e bocas de lobo, causando transbordamentos dos mesmos e contribuindo para o aumento e enchentes, estas por sua vez causam doenças e danos patrimoniais públicos e privados. Quando as sacolas saem das cidades e chegam aos rios e mares, além da poluição residual, causam o afogamento de alguns animais que confundem as sacolas com alimentos e as pequenas sacolas são capazes até de engasgar baleias e outros animais de pequeno, médio e grande porte, causando a sua morte.

 

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Existem algumas alternativas para as sacolas de plástico, a utilização de sacolas de pano é uma delas. As pessoas utilizam suas próprias sacolas de pano para fazer compras, isso limita a capacidade de uma pessoa de carregar coisas, por vez ajuda a combater o consumismo exacerbado, mesmo que as pessoas não percebam que isso acontece. Outra opção é a sacola feita com material biodegradável, mas a decomposição desse material não é 100% limpa e ainda é um material muito caro para se trabalhar. A utilização de uma sacola mais grossa seria outra opção, ela pode ser reciclada, mas a utilização de mais material na sua composição aumenta o seu preço e o uso excessivo de matéria prima piora a situação no caso da sacola mais grossa não for reciclada e sim jogada ao meio ambiente e não podemos esquecer que a sustentabilidade entra em jogo, nesse caso, precisamos fechar o ciclo de vida da sacola e o dispêndio de energia, água e dinheiro durante o processo de reciclagem torna a sacola mais grossa pouco sustentável.

 

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Alguns paises europeus proibiram o uso da sacola de plástico, em outros lugares a sua comercialização é proibida e tratada com uma multa altíssima. Em outros paises mudanças mais drásticas acontecem em relação ao uso de materiais plásticos, como copos descartáveis e talheres, em Taiwan a sua utilização e produção são proibidas. Aqui no Brasil a coisa é lenta, existem estudos sobre a utilização de matérias menos poluentes e biodegradáveis, mas nenhuma campanha de conscientização, lei ou incentivo é dado a quem realmente interessa, o usuário final do produto.

Dados retirados da matéria: “Cortar o saco para salvar o mundo” – Revista Superinteressante – Dez/2007 – pags 38-39.

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O Cigarro e suas substâncias tóxicas

novembro 20, 2007

Basicamente o produtor do video construiu uma maquina que fuma cigarros e despeja o residuo dos mesmos dentro de um recipiente com água, no final ele ferve a água e obtém as impurezas contidas no cigarro, veja o video.

Agora imagine essa massa preta no seu pulmão, imagine o quanto seu corpo não se esforça e se desgasta para tentar limpar boa parte dessas impurezas, não é dificil de imaginar porque cada vez mais e mais doenças são relacionadas ao hábito de fumar e como se ja não bastassem as que são provocadas diretamente pelo cigarro, existem aquelas que aparecem porque seu corpo se desgasta para se livrar dessas substancias e fica enfraquecido para proteger outros lugares. Vale lembrar também que o hábito de fumar influência outras pessoas e também afeta as pessoas que estão ao lado de quem fuma.

Agora, se nada disso te fez mudar de idéia: Imagine se uma pessoa da sua familia, ou amigo, fizesse diariamente algo que ela mesma sabe que faz mal e mesmo assim ela insistisse no erro, você não á alertaria?

As chuvas de verão

novembro 13, 2007

Todo ano acontece a mesma coisa, chega o verão e temos dias intensos de calor e tardes chuvosas, normalmente pancadas de chuvas que transbordam as marginais, alagam as partes mais baixas da cidade e conseguem a façanha de piorar, ainda mais, o transito da cidade. Sem tocar no assunto dos impostos e questionar para onde vai nosso dinheiro senão para justamente resolver tais problemas, ja vimos algumas obras que deram certo em São Paulo, como a canalização do Tietê que possibilitou um alargamento das margens e maior escoamento de água dos seus afluentes. Para quem não sabe, toda água de São Paulo tem destino final o rio Tietê (DAEE), inclusive todo o lixo que é jogado na rua, tem o mesmo destino, fica obvio que é meio hipocrita jogar lixo na rua e depois reclamar da enchente, “ah mas era só um papel de bala”, imagine se metade da população da cidade pensar assim e jogar, apenas um papelzinho de bala na rua todo dia.

Além desse problema educacional, que pode ser facilmente resolvido, temos um problema muito maior, que não é nada simples como um papelzinho de bala.

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A foto acima é da avenida Sumaré, as 14:30 da tarde do dia 8 de novembro, como podemos ver, as obras feitas na cidade, como piscinões, galerias e outras tentativas de captar as águas da chuva não tem dado muito certo, falo isso porque moro aqui desde meu 5 anos de idade e sempre foi assim, choveu, encheu. Fica claro a necessidade de mais e maiores áreas capazes de absorver a água da chuva, o asfalto, calçadas, ruas e avenidas não estão dando conta, afinal o material usado na construção dessas não costuma ser permeavel, como a boa e velha terra. Não estou sugerindo que voltemos a ter ruas de terra na cidade, mas acredito que a cidade de São Paulo está se esgotando, não estamos tentando resolver os problemas, apenas estamos ampliando os mesmos, novas avenidas, novos condominios, prédios com 30 andares e 4 apartamentos por andar. Estamos colocando mais pessoas em um local do mesmo tamanho, estamos aumentando o número de habitantes, sem aumentar a capacidade desse sistema, estamos nos consumindo, sem perceber, ou será que percebemos e não nôs importamos?

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Bem, eu me importo de ver a minha cidade submersa, pessoas que eu conheço correndo risco de pegar doenças e até risco de vida, eu me importo em ver a maior e mais rica cidade desse país por baixo d’agua.

O titulo do post só serviu para enganar, o verão só começa dia 21 de Dezembro, ou seja, as chuvas vieram mais cedo esse ano, como ja haviam mais cedo ano passado e cada vez esse adiantamento se fortalece, está na hora de começarmos a acreditar no tal do aquecimento global né?

Túnel Rebouças

novembro 8, 2007

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Com o deslizamento de terra que ocorreu no tunel Rebouças no Rio de Janeiro, boa parte do elevado que antecede o tunel e as avenidas que chegam nele ficaram bloqueadas para os carros. As bicicletas por suas vez, reaveram o espaço publico, deixando claro o quanto o automovel é um veiculo não sustentavel, além de todos os males que ele causa ao meio ambiente, fica claro que a infra-estrutura para a circulação de veiculos com 1,2 e 1,4 pessoas (média da cidade do Rio) não é sustentavel, é cara e muito fragil, isso fica evidente nos kilometros de congestionamentos que temos diariamente nas capitais e em outras cidades do Brasil inteiro, mas parece que precisa cair uma montanha para as pessoas perceberem o quanto o carro é limitado e o quanto ele limita as pessoas que utilizam ele, tanto no contato com o mundo, quanto a percepção dos problemas que afligem as cidades em que vivemos.

*Video cedido do blog transporte ativo

Duas de Amsterdã e uma do Brasil

novembro 5, 2007

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Primeiro a intervenção do artista Ogul Oz na ponte Hoofddorpweg, os dizeres em inglês falam que se a água atingir aquele nível não precisarão mais da ponte e sugere, ironicamente, que os motoristas continuem dirigindo.

A Holanda, por ser um dos paises baixos, será um dos primeiros a ser engolido pela água do mar caso o degelo provocado pelo aquecimento global continue. *imagem e parte do comentario extraido do apocalipse motorizado
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Mas os holandeses fazem bom uso de uma das formas de transporte sustentável, a bicicleta, como pode ser visto na foto acima, de um paraciclo em Amsterdã, capital Holandesa. *foto cedida por amigo, em viagem a holanda, valeu Boi!

O Brasil também faz a sua parte, venda de veículos no país bate recorde, para ajudar a afundar a Holanda e o resto do mundo.

Moral da história: BICICLETA = SUSTENTÁVEL, CARRO = FUTURO BARCO