Archive for the ‘Cidade’ Category

Outro tijolo do muro…

dezembro 26, 2007

Encontrei no Blog do Zaka esse clipe, que é um remix do classico “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd, mas com uma abordagem ecologica.

O mundo precisa se concientizar que somos todos tijolos do mesmo muro, se cada um fizer a sua parte nos tornamos mais fortes e resistentes. Se massacrarmos os outros ou não cuidarmos dos tijolos a nossa volta, o muro inteiro se enfraquece.

Esse ponto é fortemente abordado por Fritjof Capra em seu estudo sobre a sustentabilidade. Capra cita que o ser-humano precisa entender que ele faz parte de um grande ecossistema e não pode pensar apenas em beneficiar o seu proprio ecossistema e denegrir os demais. Todos os ecossistemas são interligados, criando o que Capra chama de Ecossistema Global.

Você sabia que…

dezembro 9, 2007

a lei 9.503 de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 58. Nas vias urbanas e na rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento (praticamente sempre), ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Art. 21. Compete aos ógãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas. (alguém não está cumprindo sua parte)

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:

Infração – média;
Penalidade – multa.

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Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:

XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa;

Já que as autoridades responsáveis não estão garantindo a circulação segura de ciclistas e de pedestres, você pode fazer a sua parte. Respeite para ser respeitado.

O saco plástico: Um mal necessário?

novembro 30, 2007

As sacolas de plástico que utilizamos para carregar nossas compras de supermercado e outros estabelecimentos é um grande problema para a ecologia do planeta. Para que ela seja barata quando comprada em grandes quantidades por esses estabelecimentos, ela é feita de um material muito fino, que impossibilita qualquer chance de reciclagem da mesma. A sacola demora cerca de 200 anos para se decompor, pode ser reutilizada como saco de lixo em casa, mas devido a grande quantidade que é utilizada (estima-se que uma família brasileira utiliza em média 66 sacolas mensalmente) boa parte dessas sacolas acabam no meio ambiente, em lixões e nos esgotos. Nas cidades elas são responsáveis por entupir bueiros, canos e bocas de lobo, causando transbordamentos dos mesmos e contribuindo para o aumento e enchentes, estas por sua vez causam doenças e danos patrimoniais públicos e privados. Quando as sacolas saem das cidades e chegam aos rios e mares, além da poluição residual, causam o afogamento de alguns animais que confundem as sacolas com alimentos e as pequenas sacolas são capazes até de engasgar baleias e outros animais de pequeno, médio e grande porte, causando a sua morte.

 

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Existem algumas alternativas para as sacolas de plástico, a utilização de sacolas de pano é uma delas. As pessoas utilizam suas próprias sacolas de pano para fazer compras, isso limita a capacidade de uma pessoa de carregar coisas, por vez ajuda a combater o consumismo exacerbado, mesmo que as pessoas não percebam que isso acontece. Outra opção é a sacola feita com material biodegradável, mas a decomposição desse material não é 100% limpa e ainda é um material muito caro para se trabalhar. A utilização de uma sacola mais grossa seria outra opção, ela pode ser reciclada, mas a utilização de mais material na sua composição aumenta o seu preço e o uso excessivo de matéria prima piora a situação no caso da sacola mais grossa não for reciclada e sim jogada ao meio ambiente e não podemos esquecer que a sustentabilidade entra em jogo, nesse caso, precisamos fechar o ciclo de vida da sacola e o dispêndio de energia, água e dinheiro durante o processo de reciclagem torna a sacola mais grossa pouco sustentável.

 

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Alguns paises europeus proibiram o uso da sacola de plástico, em outros lugares a sua comercialização é proibida e tratada com uma multa altíssima. Em outros paises mudanças mais drásticas acontecem em relação ao uso de materiais plásticos, como copos descartáveis e talheres, em Taiwan a sua utilização e produção são proibidas. Aqui no Brasil a coisa é lenta, existem estudos sobre a utilização de matérias menos poluentes e biodegradáveis, mas nenhuma campanha de conscientização, lei ou incentivo é dado a quem realmente interessa, o usuário final do produto.

Dados retirados da matéria: “Cortar o saco para salvar o mundo” – Revista Superinteressante – Dez/2007 – pags 38-39.

As chuvas de verão

novembro 13, 2007

Todo ano acontece a mesma coisa, chega o verão e temos dias intensos de calor e tardes chuvosas, normalmente pancadas de chuvas que transbordam as marginais, alagam as partes mais baixas da cidade e conseguem a façanha de piorar, ainda mais, o transito da cidade. Sem tocar no assunto dos impostos e questionar para onde vai nosso dinheiro senão para justamente resolver tais problemas, ja vimos algumas obras que deram certo em São Paulo, como a canalização do Tietê que possibilitou um alargamento das margens e maior escoamento de água dos seus afluentes. Para quem não sabe, toda água de São Paulo tem destino final o rio Tietê (DAEE), inclusive todo o lixo que é jogado na rua, tem o mesmo destino, fica obvio que é meio hipocrita jogar lixo na rua e depois reclamar da enchente, “ah mas era só um papel de bala”, imagine se metade da população da cidade pensar assim e jogar, apenas um papelzinho de bala na rua todo dia.

Além desse problema educacional, que pode ser facilmente resolvido, temos um problema muito maior, que não é nada simples como um papelzinho de bala.

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A foto acima é da avenida Sumaré, as 14:30 da tarde do dia 8 de novembro, como podemos ver, as obras feitas na cidade, como piscinões, galerias e outras tentativas de captar as águas da chuva não tem dado muito certo, falo isso porque moro aqui desde meu 5 anos de idade e sempre foi assim, choveu, encheu. Fica claro a necessidade de mais e maiores áreas capazes de absorver a água da chuva, o asfalto, calçadas, ruas e avenidas não estão dando conta, afinal o material usado na construção dessas não costuma ser permeavel, como a boa e velha terra. Não estou sugerindo que voltemos a ter ruas de terra na cidade, mas acredito que a cidade de São Paulo está se esgotando, não estamos tentando resolver os problemas, apenas estamos ampliando os mesmos, novas avenidas, novos condominios, prédios com 30 andares e 4 apartamentos por andar. Estamos colocando mais pessoas em um local do mesmo tamanho, estamos aumentando o número de habitantes, sem aumentar a capacidade desse sistema, estamos nos consumindo, sem perceber, ou será que percebemos e não nôs importamos?

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Bem, eu me importo de ver a minha cidade submersa, pessoas que eu conheço correndo risco de pegar doenças e até risco de vida, eu me importo em ver a maior e mais rica cidade desse país por baixo d’agua.

O titulo do post só serviu para enganar, o verão só começa dia 21 de Dezembro, ou seja, as chuvas vieram mais cedo esse ano, como ja haviam mais cedo ano passado e cada vez esse adiantamento se fortalece, está na hora de começarmos a acreditar no tal do aquecimento global né?

Túnel Rebouças

novembro 8, 2007

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Com o deslizamento de terra que ocorreu no tunel Rebouças no Rio de Janeiro, boa parte do elevado que antecede o tunel e as avenidas que chegam nele ficaram bloqueadas para os carros. As bicicletas por suas vez, reaveram o espaço publico, deixando claro o quanto o automovel é um veiculo não sustentavel, além de todos os males que ele causa ao meio ambiente, fica claro que a infra-estrutura para a circulação de veiculos com 1,2 e 1,4 pessoas (média da cidade do Rio) não é sustentavel, é cara e muito fragil, isso fica evidente nos kilometros de congestionamentos que temos diariamente nas capitais e em outras cidades do Brasil inteiro, mas parece que precisa cair uma montanha para as pessoas perceberem o quanto o carro é limitado e o quanto ele limita as pessoas que utilizam ele, tanto no contato com o mundo, quanto a percepção dos problemas que afligem as cidades em que vivemos.

*Video cedido do blog transporte ativo

Duas de Amsterdã e uma do Brasil

novembro 5, 2007

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Primeiro a intervenção do artista Ogul Oz na ponte Hoofddorpweg, os dizeres em inglês falam que se a água atingir aquele nível não precisarão mais da ponte e sugere, ironicamente, que os motoristas continuem dirigindo.

A Holanda, por ser um dos paises baixos, será um dos primeiros a ser engolido pela água do mar caso o degelo provocado pelo aquecimento global continue. *imagem e parte do comentario extraido do apocalipse motorizado
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Mas os holandeses fazem bom uso de uma das formas de transporte sustentável, a bicicleta, como pode ser visto na foto acima, de um paraciclo em Amsterdã, capital Holandesa. *foto cedida por amigo, em viagem a holanda, valeu Boi!

O Brasil também faz a sua parte, venda de veículos no país bate recorde, para ajudar a afundar a Holanda e o resto do mundo.

Moral da história: BICICLETA = SUSTENTÁVEL, CARRO = FUTURO BARCO

Não se coloque atrás das grades…

outubro 16, 2007

… e muito menos dentro deles, os carros.
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A fumaça emitida pelo escapamento dos carros aumenta a destruição do meio ambiente, cada carro carrega cerca de uma pessoa, apesar de na maioria caberem ao menos 5, mas quando 5 pessoas vão para o mesmo lugar no meio da semana? Logo precisamos de vários carros para encher uma empresa, uma loja, um banco e outros locais de trabalho durante a semana, toda essa fumaça e massa de metal ambulante acabam por aumentar o aquecimento global, as pessoas não acreditam, mas pare um pouco pra pensar: Quando no começo da primavera esteve tão quente e seco como está sendo esse ano??? Nunca!!! O que o cidadão pensa? “Vou comprar um carro com ar-condicionado”*, pronto, mais um dispositivo poluente instalado no maior vilão do transito e do meio ambiente nas cidades.

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Parece exagero? Só parece, o numero de pessoas que morrem ou ficam com sequelas devido a acidentes de carro no Brasil só aumenta a cada ano, na vespera e no final dos feriados é assombroso o numero de vitimas e no pais morrem 32 mil pessoas por ano, definitivamente, uma arma de destruição em massa silenciosa. (para ver mais estatisticas, clique aqui)

Nos 2 ultimos desastres aéros no Brasil, morreram um total aproximado 320 pessoas, realmente é chocante, um avião desapareceu no meio da Selva e o outro não freiou e explodiu no meio da cidade de São Paulo, o problema é que ninguem para pra pensar que morrem aproximadamente 1200 pessoas em acidentes de carro no Brasil por ano, muito mais que o numero de pessoas nos 2 maiores acidentes de avião da história do pais.

*Agradecimentos ao professor Sergio Bicudo, pela discussão em sala que nos levou a esse pensamento
O desenho da arma de destruição em massa foi extraido do blog Apocalipse Motorizado.

Explicação para o titulo do post: Citei grades, porque além de todos os males que citei acima, quando o motorista está fechado no seu carro, com o ar-condicionado ligado é o mesmo que estar dentro de seu predio em um condominio fechado, diminui a sociabilidade, não interage com as pessoas que estão a sua volta, tem uma falsa sensação de segurança e de poder e “deixam a duvida, se é você quem está nessa prisão” … O Rappa

Ciclofaixa

outubro 8, 2007

Para quem não conhece isso é uma ciclofaixa, aonde você pode pedalar, mas os carros não podem andar!!!

A ciclofaixa, diferentemente da ciclovia, fica junto das ruas e avenidas, ja a ciclovia costuma ficar junto das calçadas, no vão central das avenidas ou no meio de parques como na foto abaixo.
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Mobilidade e Velocidade em São Paulo.

outubro 5, 2007

Cenário 1:

Sexta-feira, 11:25 da manha, recebo uma ligação e me informam que preciso ir até a Vila Olimpia buscar um produto para um cliente. Pego minha mochila, capacete e bicicleta e vou até o local, que se encontra a cerca de 10km do local em que recebi a ligação, ao chegar no mesmo, recebo outra ligação que me informa que tenho que entregar o produto na avenida Paulista e como a mesma estaria no meio do caminho para mim, não foi problema, fiz o percurso completo, em 48 minutos, contando todas as paradas, a burocracia para retirada e entrega do produto e até voltar ao ponto inicial.

Cenário 2:

Sexta-feira, por volta das 10:30 da manha na semana seguinte, preciso busca outro produto no mesmo local na Vila Olimpia e entregar para o mesmo cliente na avenida Paulista, só que dessa vez a entrega era urgente, fui de carro… eram 11:10 da manha e eu estava saindo da Vila Olimpia, me restavam 8 minutos para perder para a bicicleta e só um pensamento na cabeça: “ja tentou parar o carro na Avenida Paulista na sexta-feira sem pagar algo parecido com 12 reais de estacionamento?”. O tempo total com o carro demorou 1:45 minutos, só para entregar, sem contar o retorno até o ponto inicial.

Para uma cidade como São Paulo, aonde todos vivem correndo para cumprir prazos e horarios, o carro está sendo um grande inimigo contra a mobilidade e velocidade.

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A foto é linda, mas pra quem estava dentro dos carros parados na volta do serviço não devia estar nada agradavel.

Bikes na Holanda.

outubro 5, 2007

Foto de 2 estacionamentos de bicicletas na Holanda.
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Segundo a descrição da foto na Holanda existem 16.2 milhões de pessoas e quase 16.2 milhões de bicicletas.

Uma brincadeira que o povo de lá usa é: “Se a sua bike vale mais que o cadeado dela, ela vai ser roubada”

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